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sexta-feira, 3 de junho de 2011

O palhaço



O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto.

O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.

O palhaço coloca notícias nos jornais.

O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.

Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.

O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros, vociferando insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também.

O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.

O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres.

O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar, como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.

E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais, saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.


O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.

Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.

A escolha é simples: Ou nós, ou o palhaço !


lélio m p o

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Jamais me resignarei

1)Uma Nação não pode ficar imersa eternamente num oceano de imprudências nocivas ao patrimônio da sociedade e esta não possuir meios legais para coibir de imediato o vírus dessa insanidade.

2) Um "mandato político" , não é um cargo obtido através de Concurso ou de Escolas; então à luz da razão, ele não terá direito garantido na Lei, se esse "mandato político", descumpriu os deveres e responsabilidades para o qual foi provisoriamente escolhido. Nesse caso quem escolheu (o eleitor) que na Constituição outorga o "direito de eleger" , deve também esse mesmo eleitor, ter na Constituição o "direito de deseleger" , quando ele for enganado ou traído pelo eleito. Foi exatamente lastreadas neste raciocínio, que algumas Nações civilizadas, criaram na sua Constituição a "Lei do Recall" (direito do eleitor cassar de imediato os eleitos.)

3) Depois de 511 anos, nós brasileiros, vamos pela primeira vez, criar uma Lei, através de assinaturas dos eleitores (Projeto de Iniciativa Popular), conforme prevê a Lei Magna, para incluir na Constituição Brasileira, a "LEI DO RECALL" (Lei de Cassação Relâmpago de Mandatos dos Políticos Indesejáveis).

4) Essa Lei, depois de aprovada, será mais importante para o Brasil, do que sua Independência de Portugal, porque mesmo após a Independência, o povo continuou submisso e escravo dos seus dirigentes.

5) As idéias e os sentimentos comuns de um povo, não pertencem a uma pessoa, nem a um grupo de pessoas e sim a todos. Os conceitos aqui apresentados não têm autor nem autores, eles pertencem ao povo. Por isso todos devem divulgá-los a seus irmãos, para que essa Lei possa ser criada pelos os brasileiros.

6) A Lei do Recall , cujo Projeto de Iniciativa Popular, iremos criar, será um Divisor de Águas no Brasil, depois de aprovado em 2014...Pela riqueza e abundância que irá provocar na Nação, sinalizará um BRASIL ANTES de 2014, de um país rico com um povo pobre e o BRASIL DEPOIS de 2014, com um país rico e um povo feliz

7) Nenhum político eleito, jamais votará numa Lei, que será a degola deles amanhã. Então vamos ter paciência e armar uma estratégia infalível para que eles aprovem. Começaremos a partir desse ano, a recolher assinaturas em todo o Brasil e só apresentamos o Projeto no Congresso para ser votado no final do Ano de 2014 que é a época em que está terminando o mandato de todos os deputados e com a pressão popular que iremos fazer em Brasília, partindo de todos os Estados, com votação aberta, onde iremos perceber quem são os traidores da pátria..., não tenho dúvidas que todos os parlamentares desejando se reeleger serão os primeiros a aprovar a idéia.

8) Cezar Liper , Presidente do Movimento Recall Brasil , já se comprometeu, está ao lado do Mãos Limpas Brasil nesse trabalho, inclusive já está instrumentalizando algo poderoso na internet, através do Facebook com essa finalidade.

9) Um Projeto dessa magnitude não pode ser originado nas hostes do egoísmo nem moldurado no desejo de Poder...,muito menos alimentado em sentimentos de revanche ou rancor....É exatamente aqui nessa área imaginária de criação, onde será decidido se será plantada a semente do Sucesso ou a do Fracasso da Operação...É nesse espaço laboral que instalaremos uma Fonte de Luz ou construiremos um Muro de Lamentações...A Estrada de Luz que deveremos percorrer é estabelecer uma Fronteira e , que se fique especificamente demarcado que após a aprovação da Lei do Recall, estarão extintas todas questiúnculas relativas as querelas políticas passadas. A LEI DO RECALL, não poderá cassar mandatos sobre delitos cometidos ANTES que essa lei entrou em vigor. Só a partir da data da promulgação da lei, é que passarão a ser julgados o comportamento dos nossos políticos.

(Estamos à espera de quê em Portugal?)

(Enviado por um Amigo)

Portugal : la "génération à bout de souffle" donne de la voix



Ce sont eux qui ont inspiré des Indignés espagnols : les protestataires de la "Génération de la Précarité" refusent le diktat du FMI et de la Banque mondiale.

Il suffit parfois d’une chanson. "Geraçao à rasca" ("génération à bout de souffle"). C’est ce tube de "Deolinda", le groupe musical portugais, racontant le désarroi d’une génération précaire, désabusée, qui a tout déclenché. En févier dernier, Paula Gil (travailleuse humanitaire), Jao Labrincha (chômeur), Alexandro de Sousa Carvalho (doctorant) et Antonio Frazao (étudiant, travailleur à mi-temps) ont décidé d’en faire le slogan de leur combat et le nom de leur mouvement.

Succès immédiat, foudroyant dans un pays que l’on croyait assommé par la crise. A Lisbonne, le 12 mars, à l’appel du collectif, 300.000 personnes ont défilé sous les platanes de l’Avenue de la Liberté jusqu’au Largo de Camoes pour protester contre la précarité (voir la vidéo ci-dessous, ndlr.). Levée en masse en province, également. A Porto, Faro, Coimbra, des dizaines de milliers jeunes ou moins jeunes ont crié leur angoisse devant la déglingue générale qui ravage les couches les plus pauvres et tétanise les classes moyennes.

"Une idée pour changer les choses"

Paula, Jao, Alexandro et Antonio ont entre 24 et 28 ans. A Coimbra, où ils étudiaient les "relations internationales", cette génération Facebook a pris la mesure d’un mal qui touche 55% des moins de 25 ans. "J’ai 27 ans et je suis stagiaire dans une ONG. Ma mère est au chômage, ma grand-mère se débat avec une retraite croupion et mon petit frère cherche un boulot. La précarité traverse toutes les générations. Nous nous battons pour des salaires et des contrats justes, pour le droit à l’emploi et à l’éducation", explique Paula Gil.

"Montée" à Lisbonne, cette petite brune au sourire éclatant dégage une énergie tellurique. "La démocratie portugaise ouverte par la Révolution des Œillets n’a que trente-sept ans. Elle est jeune. C’est une idée neuve. Il faut passer à l’étape supérieure en associant la société civile". Aussi passionnés d’histoire qu’habiles manoeuvriers, Paula et ses amis connaissent sur le bout des doigts les ficelles du spontanéisme et les codes des réseaux sociaux.

Lors des premières manifs, les militants du "M12M" (Mouvement du 12 mars), le nouveau nom du mouvement, distribuaient un questionnaire aux participants leur demandant "une idée pour changer les choses". Relus, édités, structurés, ces "cahiers de doléance" ont été portés à Jaime Gama, président de l’Assemblée nationale, réputé pour son indépendance. Afin de servir de base à un texte réformant le travail précaire. Courtisé par tous les partis à quelques jours des élections du 5 juin, le M12M a bien l’intention de peser de tout son poids pour obtenir des futurs élus une loi conforme à son "projet d’initiative populaire".

Pas si naïfs que ça

Avec, malgré ou contre les partis ? Comme tous les objets post-modernes, le M12M est difficile à décrire avec les outils classiques de la science politique. Proche du Bloc de gauche-BE (l’équivalent de notre Front de gauche), Paula et ses amis se méfient de formations qui "représentent de moins en moins ceux qui les ont élus", ou ont carrément oublié leurs problèmes. Pragmatiques, ils refusent cependant de récuser les partis ou les syndicats "complémentaires" de leur propre stratégie. "Tous ensemble" : c’est le mot d’ordre officiel d’unmouvement "transversal" qui se targue d’avoir même des supporters à droite et qui veut le 5 juin un vote pour ceux qui « s’occupent du peuple ».

Naïveté ? Pas si sûr. Jaloux de son indépendance, le "M12M" se voit encore comme un collectif. Mais outre la rupture avec le cercle vicieux de la précarité qui "déprime la consommation, donc la production", les conjurés ont deux priorités.

D’abord un audit de la dette de leur pays, mis sous tutelle par la "troïka" (FMI, Banque centrale européenne, Commission de Bruxelles). Les Portugais doivent mesurer clairement les responsabilités imputables aux déficits publics et la part de la spéculation nourrie par les agences de notation. "Pour, disent-ils, combattre la "debtocratie" et proposer une alternative au FMI".

Deuxième priorité : l’instauration progressive d’une démocratie participative fondée sur l’extension du référendum d’initiative populaire et la possibilité, pour les mouvements civiques, de présenter des listes aux législatives. Une autre façon de prendre le pouvoir.

Le "parti" de la BCE et du FMI

""Geraçao à la rasca" est une révolte post-partisane. Ses membres sont moins contre un système de partis, usé jusqu’à la corde, qu’en recherche d’un au-delà. Au-delà de la précarisation qui enferme les gens dans une zone grise sans qu’ils aient une chance quelconque de s’en sortir. Au-delà de la religion du diplôme, qui avec la mondialisation n’est plus une assurance de réussite et d’emploi", explique Manuel Cabral.

Ce politologue touche le nerf sensible. Avec la récession, le jeu des grands partis tourne à vide. En acceptant tous une mise sous tutelle du Portugal dès le lendemain des élections, le parti socialiste, les sociaux-démocrates (centre- droit) et le Centre démocratique et social (extrême droite) ont déjà désigné le vainqueur : quelque soit le vote des citoyens, ce sera le "parti" de la BCE et du FMI qui l’emportera. Avec, comme programme obligatoire, un plan d’ajustement de 78 milliards d’euros, en échange d’une austérité brutale, de privatisations massives et d’un nouveau démantèlement du droit du travail.

Paradoxalement, ce plan qui met fin à l’épopée européenne du Portugal engagée par la Révolution des œillets, poursuivie par son adhésion à l’Union et sa participation à la création de l’euro sanctionne moins une déroute financière que l’échec des politiques qui se sont succédées depuis près de deux décennies.

"Un Etat social clientéliste"

Certes, il faudra renflouer des banques. Mais le Portugal n’a pas manipulé ses comptes publics (comme la Grèce), ni connu de faillite bancaire (cas de l’Irlande). Avec un déficit budgétaire de 9,3% (30% en Irlande), et une dette de 94% de son PIB (contre 160% pour la Grèce,), le pays le plus pauvre de l’Europe avec la Roumanie et la Bulgarie est surtout victime de treize années d’une combinaison délétère de laxisme social, de petits arrangements, de corruption douce, de croissance molle adossée à une économie de sous-traitance ruinée par la mondialisation puis par la concurrence des pays de l’Est. D’où le déclin. Puis la faillite.

"Les fonds structurels de Bruxelles, puis l’euro et l’emprunt facile nous ont grisé et dispensé de faire un effort de convergence avec les autres pays. Le Portugal a vécu au dessus de ses moyens", explique Cabral en pointant les dérives d’un "Etat social clientéliste", marqué par une évasion fiscale record et mâtiné d’un socialisme gaspilleur où les salariés sont payés quatorze mois et les fondations amies du régime bénéficient de multiples avantages.

Côté cour, on a trop célébré le pont Vasco-de Gama sur l’estuaire du Tage, ses gratte-ciel de verre ou les stades futuristes de l’Eurofoot.

Oubliant, côté jardin, un SMIC à 475 euros, un chômage réel de 15%, des supermarchés désertées par les produis de luxe et où la morue importée de Norvège remplaçait le bacalhau, naguère pêché dans l’Atlantiques par les flottilles nationales. En prime, des bacs +5 condamnés aux petits boulots ou aux stages sous-payés et des classes moyennes piégées par le crédit à la consommation. Et la lèpre des "recibos verdes", les "reçus verts", un statut créé naguère pour les indépendants, les "free lance" et étendus à plus de 20% des actifs, abusivement assimilés à des prestataires de services, vivant dans l’extrême précarité et sans aucun des droits (indemnités chômage, couverture maladie, congés ) des salariés normaux.

"L’Europe a oublié la solidarité"

"En 2009, Socrates a essayé de régir contre ce système hérité du corporatisme salazarien et d’un socialisme clientéliste", explique Manuel Batoreo, un déçu du socialisme. Mais quatre plans de rigueur n’ont pas suffi. En mars dernier, avec les caisses vides et un gouvernement minoritaire, il a dû appeler le FMI et convoquer des élections. Tout en faisant un chantage à la rigueur que ce roué, lâché par les siens, se défend maintenant d’avoir voulu imposer. Donné battu aux législatives par la coalition dirigée par Paolo Coelho, son socialisme sauce portugaise va-t-il laisser la place à une droite dure indifférente aux dégâts de la globalisation ? Abandonnant l’Etat social sous pression d’une Europe du nord qui n’admet plus les dérives du Sud ?

"L’Europe a oublié la solidarité. En critiquant nos vacances et notre système de retraite, Angela Merkel se trompe. Au lieu de germaniser l’Europe, elle devrait européaniser l’Allemagne. Si l’on veut tuer l’Etat social, les masses populaires réagiront", pronostique le vieux sage Mario Soares, dans ses bureaux lambrissés de sa Fondation.

"En politique tout est possible", s’enflamme Jao Labricha. Cessons de croire qu’il suffit de voter tous les quatre ans pour faire vivre la démocratie". Ce chômeur natif d’Aveiro qui a multiplié les intérims avant de faire l’expérience du chômage croit dur comme fer à la société civile. Jeudi 26 mai, une grande manif a réuni les leaders de Génération précaire avec ceux du Mouvement du 25 avril, héritier des jeunes capitaines qui ont abattu Salazar. "Nos deux mouvements doivent débattre et proposer des solutions". Tourner la page, changer les structures politiques, économiques, sociales, sans pour autant instaurer un régime autoritaire : le modèle de la Révolution des Oeillets peut-il encore marcher ?

Ver video em: http://youtu.be/t-Y3yKp216s

Cet article a été publié dans le Nouvel Observateur du 1er juin

Linguagem de improvisação



Aprovando medidas e fazendo anúncios baseados nesta técnica tão útil nas artes cénicas, como perigosa nas artes políticas. Mas ele usa-a muito frequentemente…
Ultimamente temo-lo visto com a promessa dos fundos de investimento e os que tinham de vir de fora.

Vimo-lo e sofremo-lo também com as políticas económicas, energéticas e sociais: luz, pensões, combustíveis, pneus, caixa e bancos, etc…

Corrigir os erros e rectificar a tempo, é coisa de sábios. Cometer tantos erros nesta altura e desde o lugar onde se cometem erros, é uma irresponsabilidade.

Em tempos convulsos e críticos como o que estamos a viver, impõe uma forma de agir firme, sem indecisões, sem improvisações, sem mentiras, porque se podem pagar muito caras e não há margem para erros, porque não há dinheiro no país.

Prefere-se a bom recato em vários paraísos…

A sensação de perda de rumo, de ir à deriva, é muito real, e mais ainda quando se usam similitudes pouco felizes, como a de certo barco que há quase cem anos foi abalroado por um icebergue.

Sem deixar as similitudes náuticas, a sensação, também cada vez mais real, é que vivemos num camarote dos irmãos Marx. E, parafraseando um senhor que, com um bigode pintado, um cigarro fumegante e um sorriso irónico, dizia verdades como um templo enquanto levantava as pálpebras…

A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los, fazer um diagnóstico falso e aplicar, depois, os remédios errados.

Dizem os que se dedicam ao teatro - e há tantos em Portugal – que improvisar é transmitir ou gerar, de forma espontânea, uma ideia, um sentimento, através da imaginação e da aplicação de recursos da matéria.

E dizem que é realmente arte quando os recursos mostram, com todo o luxo de detalhes, um domínio do ofício – o da política neste caso – e um balanço perfeito de ideias, desenvolvimento e desenlace do que se transmitiu.

A mim, além disso, ensinaram-me que a boa improvisação é a que se soube preparar previamente.

En Syrie, «nous n’avons jamais vu une telle horreur»

Human Rights Watch a dénoncé hier la violence de la répression, seule réponse d’un régime acculé.

L’opposition syrienne avait besoin d’un symbole fort. Elle l’a trouvé avec la mort, sans doute sous la torture, du petit Hamzeh al-Khatib, 13 ans, dont les images du corps effroyablement supplicié circulent sur YouTube (Libération d’hier) et dont la photo est désormais brandie par les manifestants. La secrétaire d’Etat américaine, Hillary Clinton, a elle-même évoqué, hier, le décès du garçon : «Je peux seulement espérer que cet enfant n’est pas mort en vain.»

La vidéo montre le corps boursouflé d’un enfant avec des impacts de balles sur les bras, l’estomac, la poitrine et des contusions multiples sur le visage et les membres. Deux hommes, qui semblent examiner le corps, assurent que le sexe du garçon a été tranché, mais l’image a été floutée. Originaire d’un village près de Deraa, Hamzeh al-Khatib avait été arrêté le 21 avril et son corps n’a été rendu à sa famille que le 25 mai. Les autorités ont démenti tout acte de torture et les médias du régime qualifié de «mensonges fabriqués» les accusations de l’opposition. «Les soulèvements ont besoin de symboles, souligne de son côté Nadim Houry, un chercheur de Human Rights Watch (HRW), qui travaille depuis Beyrouth sur la Syrie. Ces cas individuels sont symptomatiques et représentent des centaines d’autres cas qui ne sont pas rapportés et sont juste épouvantables. […] Cela alerte sur le fait qu’il y a des centaines de personnes [arrêtées], voire davantage, dont le sort reste inconnu.»

«Tueries». Même dénonciation de l’Unicef, qui, dans un communiqué publié hier, a indiqué avoir des informations faisant état d’un nombre croissant de jeunes Syriens blessés, détenus, déplacés, torturés voire tués lors de la répression des manifestations antigouvernementales. Selon cette agence, «l’utilisation de balles réelles contre les manifestants a entraîné la mort d’au moins 30 enfants», a ajouté l’organisation, tout en reconnaissant son incapacité à vérifier les circonstances exactes de ces morts.

HRW est allé encore plus loin dans les accusations contre le régime dans un rapport publié hier sous le titre «Nous n’avons jamais vu une telle horreur». L’ONG, qui se fonde sur plus de 50 entretiens avec des victimes et des témoins d’abus, évoque «des tueries systématiques et des actes de torture par les forces de sécurité syriennes à Deraa depuis que les manifestations y ont commencé le 18 mars», précisant que «ceux-ci peuvent être qualifiés de crimes contre l’humanité».

Dans la plupart des cas, les tirs ont eu lieu sans sommation et provenaient des toits, provoquant des blessures, souvent mortelles, à la tête, au cou et à la poitrine. HRW a recueilli plusieurs témoignages selon lesquels ces forces de sécurité ont reçu de leurs commandants l’ordre de tirer pour tuer.

Parmi les massacres les plus importants, l’organisation évoque des tirs sur des manifestations d’habitants de villages voisins de Deraa venus tenter de mettre fin au siège de la ville en apportant de la nourriture et de l’eau. Entre les 25 et 29 avril, plus de 200 personnes auraient été tuées. «Depuis plus de deux mois, les autorités syriennes tuent et torturent leurs propres concitoyens dans la plus grande impunité», insiste Sarah Leah Whitson, responsable pour le Moyen-Orient de HRW, qui estime que le Conseil de sécurité devrait imposer des sanctions contre Damas et, si cela ne suffit pas, citer la Syrie devant la Cour pénale internationale.

Amnistie. Face à la montée des accusations et une opposition qui, en dépit de la sauvagerie de la répression, continue de le braver, le régime, pour la première fois, donne l’impression de se sentir menacé. D’où la multiplication des initiatives et des déclarations. Mardi, Bachar al-Assad avait promis une amnistie générale pour tous les prisonniers, confondant droits communs et politiques - plusieurs détenus politiques ont déjà été libérés. Hier, il a annoncé la création d’un organisme pour lancer le «dialogue national». «On sent que le régime est aux abois. Il justifie tout, même le lynchage des enfants. Il sent bien que la majorité silencieuse a commencé à le lâcher.

Même les acteurs, qui, ici, ont un rôle très important, prennent leurs distances», souligne un intellectuel syrien, qui a requis l’anonymat. Dans ce milieu, la populaire actrice May Skaf, s’est déclaré publiquement «citoyenne opposante», ce qui crée un précédent et a donc eu un effet dévastateur pour le régime (lire ci-contre).

Redoutable. Néanmoins, même fragilisé et même si on sent également percer ici et là ses divisions, le pouvoir syrien reste redoutable. Toutes les villes contrôlées un temps par les insurgés ont été reprises. Pour l’opposition, il ne reste que l’espoir d’une fragmentation de l’armée et qu’une partie se solidarise avec la révolte. «Mais l’armée, estime le même intellectuel, ça ne représente rien du tout. Le pouvoir militaire est entièrement entre les mains de la 4e Division [que dirige Maher al-Assad, le frère cadet du président]. On l’appelle division mais, en fait, c’est une véritable armée parallèle. Tous les officiers syriens tremblent devant le moindre petit gradé de cette unité.» Qu’est-ce qui pourrait dès lors faire chuter le régime ? «La situation économique. Le tourisme s’effondre. Les capitaux s’enfuient.»

Mais le régime a pour lui la chance d’avoir une opposition en exil divisée et peu aux prises avec la réalité du pays. Réunie depuis mardi à Antalya (Turquie), elle a réuni 300 personnes qui devraient mettre en place un comité de suivi pour coordonner l’action des opposants intérieurs et extérieurs.

(Liberation – 2/06/2011)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Beneficios de VOTAR EM BRANCO



SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem *absolutamente nada* no boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo.

Nenhum politico fala nisto... porquê?

Porque *se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas,* mas com outras pessoas
diferentes nas listas.

A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.

*Não risquem os votos, porque serão anulados e não contam para nada.

VOTEM EM BRANCO.

A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que não queremos ESTES políticos!!!

Espalhem _ para se obter a maioria.

isso é muito importante, é do interesse de todos os portugueses

*VOTO EM BRANCO – LEIAM ATÉ AO FIM.*

*CRISE EM PORTUGAL !... acabar com o receio !!!*

"Ora aqui vai outro importante contributo, para que o Ministro das Finanças não continue a fazer de nós parvos, dizendo com ar sonso que não sabe em que mais cortar.Acabou o recreio e o receio !Se todos vocês reencaminharem, como eu faço ao fim do dia, seremos centenas de milhar de "olhos mais bem abertos".Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. *Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores,
suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três
Presidentes da República retirados;*

2. *Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes,profissionalizando-os como nos países a sério.. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;*

3. *Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;*

4. *Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir
milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.*

5. *Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas
porquê? e os aparelhos não são verificados porquê?é como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?*

6. *Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais,
numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;*

7. *Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento
de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.*

8. *Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da
quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;*

9. *Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc,
das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;*

10. *Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...*

11. *Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e
entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;*

12. *Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado.. Não
permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;*

13. *Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos
contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....*

14. *Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA....;*

15. *Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes às oligarquias locais do partido no poder...*

16. *Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;*

17. *Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado .*

18. *Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;*

19. *Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.*

20. *Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.*

21. *Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.*

22. *Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de
funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).*

23. *Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;*

24. *Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...; *

25. *Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo,
confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram
patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;*

26. *Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns
anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";*

27. *Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;*

28. *Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos. *

29. *Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.*

30. *Pôr os Bancos a pagar impostos.*

*Façamos um grande corrente de denúncia passando este email a todos de modo a que chegue a todo o povo português, a cada casa, a cada um, para que haja uma revolta nacional contra a corrupção que instauraram em Portugal.*

*Como podemos extirpar esta corja? COMPARECENDO EM MASSA NAS URNAS E VOTANDO EM BRANCO PORQUE NENHUM PRESTA.*

*Nós contribuintes pagamos tudo. E só temos culpa porque somos frouxos, passivos, indolentes.*

Coração de Portuguesa _ Mónica Pinheiro

lempo

O TRUÃO




Quem topa bem o truão, é D. Manuel Martins, antigo bispo de Setúbal. Disse ele, numa entrevista à Antena 1:

«Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E eu fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelado por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia», acrescentando que o povo português, que estava numa situação de desgosto, de medo, de gente perdida, está agora a deixar criar dentro de si um sentimento de raiva muito perigoso.

Para D. Manuel Martins, «estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a umaconfrontação e a uma desobediência civil generalizadas».

Sem papas na língua, continuou: «Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo».

Depois, D. Manuel Martins ainda quis tocar numa das maiores chagas da governação socialista. «A política é uma arte nobre, mas o que nós vemos é a política depois incarnada em determinadas pessoas, cujo interesse é promoverem-se, e promoverem os parentes, e os amigos, e os parentes dos parentes, e os parentes dos amigos».

Cortesia _ Mónica Pinheiro


Caro Senhor D. Manuel Martins
tudo o que Vossa Excelência diz, os Seus receios, são a mais dura e crua verdade,
mas pecam por se anteciparem ao caos ao ponto de o sugerir e de o incentivar incauta e irresponsavelmente !
se as Suas palavras escritas por fim inspirarem a desordem e a violência social, onde fica a Sua boa intenção ?!
podia e devia tê-lo dito antes, durante os erros, quando preferiu o silêncio.
é bem pior a Sua emenda do que o soneto Senhor Bispo !

lélio m p o lempo