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quinta-feira, 28 de abril de 2011

O PS e a “terapia do electrochoque”



Há dois mil e quinhentos anos, o médico grego Hipócrates, relacionou a melhoria de alguns enfermos depressivos com a superação de certas crises convulsivas, como febres altas, súbitas descidas ade açucar ou a epilepsia.

Ou seja, que depois dum forte episódio de convulsão nervosa, se percebia uma melhoria nas depressões graves.

Em 1938, o italiano Ugo Cerletti inventou a terapia electroconvulsiva, que conheceu momentos de glória, embora também de recusa, por razões morais e dum certo estigma social, que o cinema alimentou com filmes onde se utilizava como castigo.
Mas, desde há uns anos que o electrochoque vive um novo auge, porque agora é indolor e tem poucos efeitos secundários.

Pois bem, a esta terapia decidiu submeter-se o PS no passado congresso, se bem que dias antes se tenha travado uma surda batalha interna para determinar a intensidade da primeira descarga e os tempos do calendário.

Para Sócrates e alguns barões territoriais, o melhor era um choque imediato da altíssima voltagem; a demissão e a (re) eleição como candidato e inculisve já como secretário geral (de novo) até às eleições de 5 de Junho.

A muitos, isto parecia-lhes inadmissível, pois o PS corria o risco de se queimar até ao pau da bandeira da regeneração democrática e a liberdade dos militantes, um dos valores mais apreciados frente ao neófito do PSD.

Por isso se pode dizer que no último fim-de-semana Sócrates ganhou a sua primeira batalha face àqueles que, no fundo, consideram as primárias (directas) como algo pueril e perigoso.

pese embora os inconvenientes, o certo é que o socialismo português, em Lisboa e um pouco pelo país, está a tornar sem um método que chegou para se tornar a fórmula preferida para eleger candidatos.

Nas próximas semanas terão, em cada comício, ocasião para tomar o pulso ao auditório e ir calibrando as suas possibilidades, embora, após o sucedido, Sócrates esteja obrigado a apresentar-se…

Do que não há dúvidas, é que os socialistas conseguiram, com a primeira sacudidela do electrochoque, levantar um pouco o ânimo para o dia 5 de junho.

Ninguém sabe o que irá acontecer nesse dia, mas ao que tudo indica, pelas sondagens lidas, irá travar-se, uma vez mais, uma batalha renhida entre PS e PSD, como se mais partidos não houvesse em Portugal.

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