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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Quando os corvos pousam…

Corvos, esses passarocos de penugem negra e brilhante, de vez em quando levantam voo e vão dar uma volta, em bandos, atingindo por vezes a centena, rumando a lugares distantes onde possam arranjar novas presas, novos manjares para a sua insaciável fome.

Ao que parece, o território nacional já se tornou demasiado pequeno para os satisfazer e, por tal motivo esolveram, em reunião magna, enviar emissários nela eleitos, para verem como correm as coisas por Angola, ex-colónia portuguesa na África Ocidental.

Assim, como são muitos e para que não percam pitada e possam conseguir boas presas a abicar, partirão muito brevemente após um voo de reconhecimento – mera coincidência – para fazerem uma primeira observação do terreno e da caça que poderão conseguir.

Alimentam-se especialmente de carne, não como os abutres, putrefacta, e em Angola, segundo dizem os livros, jornais e quem conhece o país, o que não falta é caça.

Só resta saber se os corvos portugueses terão os bicos e as garras suficientemente fortes, rsistentes, para se haverem com as suas futuras vítimas. Tudo deixa prever que seja um regalo.

Não faço a menor ideiade quanto tempo necessitarão para verem bem o que lhes interessa, nem sei se a fauna de Angola estará de acordo em receber caçadores novos, forasteiros que, em todo o caso, fará diminuir as presas.

Os corvos são inteligentes. Compreenderam que, com a chamada globalização, os possíveis rivais daquele país africano poderão levantar obstáculos á sua visita, á sua instalação no cimo dos ramos mis fortes das suas robustas árvores e que terão de se haver com a rivalidade ida de fora.

Portugal, com toda a sua mdernização e alguns «fogos», tem perdido muito do seu arvoredo ou flora, e os pobres dos corvos vêm-se obrigados a procurar novos horizontes para pderem fixar-se e ganhar a sua vida honestamente, caçando alguns incautos membros da fauna doutros lugares, por mais longínquos que sejam.

E, já agora, como por lá também se habituaram, em tempos idos, a «grasnar» o mesmo idioma, não acharão estranha a sua emigração.

Não será por aí que o gato irá às filhós.

Por vezes, o idioma é um problema acrescido, porque não têm meios próprios de se fazer entender e os intépretes ficam caros.

Espero que façam boa viagem e que descansem bem, que vejam melhor onde podem pousar durante a viagem, não vão cair exaustos no oceano. E que ao regressarem o façam também em paz e segurança, para que possam transmitir aos seus, da sua espécie, as vantagens ou contrariedades de poderem ir até Angola procurar carne nova, de novas vítimas da sua fome e avidez.

Gosto dos corvos bem falantes e com a sua plumagem preta a rigor, brilhante como se bem polida, passam por vezes por «cavalheiros» quando não passam de aves rapaces.

(Enviado por um Amigo)

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