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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Europeus marcham neste 1º de Maio contra medidas de austeridade

O denominador comum das marchas pelo Dia do Trabalhador na Europa, deste ano, novamente é o rechaço às medidas de austeridade aplicadas após a eclosão da crise econômica mundial, o que resulta em desemprego crescente. Trabalhadores ocuparam às ruas na Espanha, Grécia, Portugal e França, que, segundo sindicatos, cerca de 160 mil foram às ruas.
Os manifestantes são contrários aos pacotes de resgate impostos pelos governos e aos alarmantes índices de desemprego registrados nos últimos anos.

De acordo com o instituto de estatísticas europeu Eurostat, nos 27 países da União Europeia há 26,5 milhões de desempregados, uma taxa de 10,9%. A Grécia (27%) e a Espanha (26,9%) lideram a lista, seguidos por Portugal (17,3%). Na zona do euro o índice passa dos 11% registrados em março de 2012 para 12,1% no mês passado.

Na Grécia, país que junto com a Espanha detém o recorde de desempregados na Europa, o sindicato grego GSEE reinvindicou nesse 1° de maio convenções coletivas, empregos, crescimento econômico e direitos sociais democráticos para os gregos.

Na Espanha, as duas maiores centrais sindicais, UGT e CCOO, realizaram 82 passeatas em todo o país.

Em Portugal, a CGTP organizou eventos nacionais, enquanto as comemorações da UGT aconteceram em Lisboa, com uma manifestação sob o slogan “Crescimento e Emprego, Recuperar a Esperança”, com discurso de estreia de seu novo secretário-geral, Carlos Silva.

França

Em Paris, milhares de pessoas se reuniram na praça da Bastilha carregando bandeiras com mensagens contra a austeridade e a precariedade. A política de rigor, aliás, foi o principal alvo dos protestos em toda a França. “De esquerda como de direita, não à austeridade”, bradavam os manifestantes em Marselha, no sul da França, onde cerca de 10 mil pessoas se reuniram, segundo os organizadores.

Em Bordeaux, no oeste da França, 6 mil pessoas participaram dos protestos. Já em Toulouse, no sudoeste, as manifestações reuniram entre 3 mil e 5,7 mil pessoas.

O número de desempregados atingiu um recorde histórico em março na França, que contabiliza 3,2 milhões de pessoas sem trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo Conselho Superior do Audiovisual (CSA), 57% dos franceses acreditam que a defesa do trabalho deve ser o primeiro objetivo dos sindicatos.

O presidente francês François Hollande, voltou a dizer, nesta quarta, a sua vontade de “ganhar a batalha pelo emprego”.


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