Número total de visualizações de página

sábado, 3 de agosto de 2013

Intercepção de comunicações da Al-Qaeda motiva alerta dos EUA contra atentados

“Foi mais do que a habitual conversa”, disse fonte oficial ao New York Times. Estados Unidos encerram 22 embaixadas e consulados no domingo.
Embaixada do Iémen, uma das que estará encerrada no domingo 

Foi a intercepção de comunicações electrónicas entre responsáveis operacionais da Al-Qaeda, em que estariam a ser discutidos ataques contra alvos norte-americanos no Médio Oriente e Norte de África, que levou os Estados Unidos a emitirem um alerta global aos seus cidadãos nessas regiões – noticiou o New York Times.
O alerta, na sexta-feira à noite, seguiu-se ao anúncio, na quinta, do encerramento de embaixadas e consulados – um total de 22 segundo a AFP. Entre 14 representações no Médio Oriente e Norte de África que no domingo ficarão fechadas, ao contrário do habitual, estão as representações nos Emirados Árabes Unidos, Argélia, Jordânia, Iraque, Egipto, Arábia Saudita, Djibuti, Bangladesh, Qatar, Afeganistão, Sudão, Kuwait, Bahrein, Omã, Mauritânia, Iémen e Líbia.
O Reino Unido anunciou também na sexta-feira o encerramento da embaixada no Iémen no domingo e na segunta-feira, invocando razões de segurança. Já este sábado, a Alemanha e a França tomaram a mesma decisão.
“Foi mais do que a habitual conversa”, disse ao jornal fonte oficial não identificada, referindo-se às comunicações interceptadas esta semana. Porta-vozes do Departamento de Estado e da CIA, serviços secretos, recusaram fazer comentários.
O New York Times escreve, citando o SITE, grupo de monitoriza sitesislâmicos, que, entre a informação interceptada, está um discurso do líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, colocado na terça-feira em fóruns, no qual apela a ataques a interesses americanos, em resposta a acções militares no mundo muçulmano e ataques de drones no Paquistão e Iémen.
O jornal cita também analistas de segurança que notam que -  após a morte de um embaixador e de três outros norte-americanos no ano passado em Bengazi, na Líbia - o Departamento de Estado passou a publicitar ameaças que se lhe afigurem credíveis, quer para alertar as pessoas quer para ajudar a travar ataques iminentes.
“A decisão de fechar tantas embaixadas e fazer um alerta global de um mês aos viajantes sugere que a ameaça é real, está em estado avançado e iminente mas não há indicações sobre onde [poderá acontecer], disse ao diário norte-americano Bruce Riedel, antigo membro da CIA e investigador da organização não-governamental Brookings Institution.
Na quinta-feira, o Departamento de Estado anunciou ter dado ordem a várias embaixadas e consulados para fecharem ou suspenderem as suas actividades no domingo, 4 de Agosto,  por “precaução”. A administração norte-americana estudará depois disso reabertura das representações diplomáticas que tenham encerrado mas admitiu que “é possível que o encerramento seja por vários dias”.
Depois da decisão de encerrar as representações diplomáticas, na sexta-feira o Departamento de Estado divulgou uma nota que não refere qualquer país específico, mas pede aos cidadãos americanos que estejam atentos,especialmente nas áreas turísticas, e recomenda que informem as autoridades dos seus planos de viagens. O alerta é válido até ao final do mês de Agosto.
“Os terroristas podem usar vários meios e armas e atingir interesses oficiais ou privados”, acrescenta o mesmo alerta, referindo especificamente sistemas de transporte e infra-estruturas turísticas.
Fonte da Casa Branca, que falou sob anonimato, disse que o Presidente está “ao corrente de uma potencial ameaça que decorreria na Península Arábica ou dela viria”. Barack Obama deu na sexta-feira instruções à sua equipa de segurança nacional para tomar “todas as medidas necessárias para proteger os americanos”

=Público=

Sem comentários:

Enviar um comentário