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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Foi pedido o resgate



Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a
própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece
exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda
dos bandidos que se apoderaram do nosso país.

Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem
saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que
nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não
quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé
dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma
verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como
sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem
disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e
acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a
situação portuguesa há vários anos.

Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa"
socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação
social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo
íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos"
e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o
estado do "jornalismo" que temos).

Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito
longe disto:

Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.

Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos
os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe
liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão
já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais).

Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio.

Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida
já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe
perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda.

O resto é calculismo político e teatro, como sempre fez.

Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o
FMI.

Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que
levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem).

A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates.
O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do
EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia),
seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe
quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo
mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.

Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá
estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do
Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá).

Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças
públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam
para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade
nenhuma?

E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar
de tanto oásis em Portugal?

Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita
solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente,
minando toda a confiança.

Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas?
E todos sabemos que o Eng.º relativo é um tipo rigoroso, estudioso e
duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política
desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável
patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.

Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado
(e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a
outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não
cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas
(deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse
aspecto era peça essencial da sua encenação).

E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as
medidas de austeridade e muito mais.

É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a
mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade.
Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria
inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os
mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os
preocupa é apenas as metas. Mais nada.

O resto é folclore para consumo interno.

E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa
para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com
isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2
anos, e especialmente nos últimos meses).

Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1%
no dia a seguir à queda?

Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao
nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo
impunemente).

Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei
se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos.

E como é 5ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto
termino por aqui.

Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito
trabalho.

Henrique Medina Carreira

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