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sábado, 7 de maio de 2011

Manifestantes invadem RTP em protesto

Grupo de pequenos partidos liderado por José Manuel Coelho, ex-candidato à Presidência da República, critica opção das televisões em não os incluir na calendarização dos debates televisivos.

Um grupo de manifestantes, em representação dos partidos PCTP/MRPP, Partido Trabalhista Português e Partido Nova Democracia, invadiu as instalações da RTP, em Lisboa, obrigando à intervenção do corpo da intervenção, esta sexta-feira à noite a poucos minutos do primeiro debate para eleições legislativas, com os candidatos Paulo Portas e Jerónimo de Sousa.

O protesto foi liderado por José Manuel Coelho, ex-candidato à Presidência da República, e pretendia demonstrar o desagrado do madeirense em não ter sido incluído no calendário de debates televisivos.

A RTP mostrou esta noite imagens dos manifestantes que impunhavam cartazes de protesto e só depois da intervenção da polícia foi possível dispersar os indivíduos que se encaminharam para a porta de entrada do canal de televisão público, tendo depois entrado nas instalações na Avenida Marechal Gomes da Costa.

Querem «igualdade»

Os representantes destes pequenos partidos estavam concentrados frente às instalações da televisão pública, em Lisboa, em protesto contra a ausência dos pequenos partidos nos debates que juntam os líderes dos cinco principais partidos com representação parlamentar.

Alguns dos manifestantes conseguiram aceder às instalações da RTP. José Manuel Coelho, ex-candidato presidencial independente, foi uma das pessoas que conseguiram entrar.

Momentos antes, José Manuel Coelho, tinha explicado à Lusa que os pequenos partidos querem «igualdade», com debates entre todos os partidos «e sem discriminação».

Os manifestantes estão a circular à volta dos edifícios, gritando «abaixo a censura». A polícia já chegou ao local.

O líder do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, explicou também à Lusa que a entrada dos manifestantes nas instalações se deve às dificuldades em serem recebidos pela direcção de informação da estação pública.

«Estivemos a ser toureados durante 35 minutos, a dizerem-nos que não estava cá ninguém da direcção de informação. Ou fazíamos sinais de fumo ou vínhamos cá falar», explicou.

O candidato adiantou ainda que as duas dezenas de pessoas que entraram na RTP, vão ficar dentro das instalações o tempo que for necessário.

Mas entretanto abandonaram o local às 22:40, minutos depois de se terem reunido com o diretor de informação, Nuno Santos.

«Ouvidos na RTP2

Em declarações aos jornalistas no final da reunião, Nuno Santos disse que a RTP vai «ouvir» estas candidaturas, nomeadamente no «principal» jornal da RTP2, situação que os partidos sem acento parlamentar reclamam ser um tratamento diferente em relação às restantes candidaturas.

«Consideramos que estamos a dar cobertura plural, além de todas as reportagens e trabalhos que faremos, de acordo com o critério jornalístico, durante a pré-campanha e durante a campanha. Nós cremos que essa solução é equilibrada, espelha a realidade e o jornalismo também deve ser um espelho da realidade», disse.

Para o líder do PCTP/MRPP, Garcia Pereira, esta situação permite que os cinco maiores partidos tenham «muito mais tempo de antena», e impede que os partidos sem representação parlamentar «possam questionar» um candidato de um partido com lugar na Assembleia da República.

«Ficámos a perceber que a solução definitiva é que a RTP, depois desta série de debates a dois, tem um debate conjunto com os restantes candidatos. Há um principio constitucional que estabelece que todas as candidaturas têm que ter igualdade de oportunidades», contestou.

José Manuel Coelho também contesta a «diferença de tratamento, considerando que permite que haja «partidos que partem da linha de partida e há outros que partem trinta metros à frente e que têm mais vantagem».

(Diário.iol.TVI24)

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