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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quando os rios choram…

E ultimamente, chocados com o que se passa em Portugal, têm chorado enquanto correm ao encontro do mar…

Os homens, revoltados, as mulheres chorando, as crianças gritando, dizendo terem fome…. Estes dias, o facto é que desequilibrados psíquicos procuram igrejas e o desequilibrado, quando contrariado. Reage; muitas vezes com violência. Até os médicos disseram para não os contrariar… É verdade!

Lido com eles e sei como se têm conduzido e como esses desequilibrados dizem ser tratados sem nunca serem agredidos. Nunca! É preciso mantê-los sob controlo médico e, tanto quanto possível, permanentemente medicados.

Alguns, quando frequentavam a escola, eram conhecidos como “esquisitos”, ou seja, tinham problemas e não tomavam os medicamentos que, já nessa altura lhes haviam sido receitados.

Os rios choram e, o país maravilhoso, considerado o mais feliz do mundo num estudo internacional, está hoje triste e taciturno… apreensivo… O país das festas e romarias, do vive e deixa viver, tem de acalmar essas torrentes de lágrimas e é preciso rever alguns procedimentos, como a facilidade de se entrar em estabelecimentos públicos munidos de câmaras… a polícia, quando vê alguém armado, tem de prender o suspeito, como manda a lei.

Não pode deixar em claro uma tal situação, devendo usar um colete à prova de bala…Hoje, os rios choram e amanhã chorarão ainda mais, porque estão a matar os seus filhos com devastadores despejos… Eh, aqui estamos todos muito tristes com o que se passa e à espera que nunca mais ocorra algo como vermos chorar os rios. Poderá ser?

Está tudo perplexo com o que se passa em Portugal. Até o próprio país assim está, talvez até o mundo nunca tenha visto chorar os rios, mas é verdade: os rios choram em Portugal.

Fui ver chorar o Douro e no intervalo de dois profundos suspiros, perguntei-lhe o que se passava para que chorasse tão convulsivamente. Olhou-me de alto a baixo desde o seu leito, e respondeu-me, um tanto carrancudo:

«A palavra amor corresponde a um movimento que conduz à esperança! Que podemos esperar aqui? Não vês que a União Europeia exige um ambicioso programa de privatizações? A quem ficarei eu a pertencer? Até agora era de todos e, embora houvesse alguns que não me respeitavam como mereço, a maioria gostava de mim. E daqui em diante?»

“Os rios choram e têm razões para isso”, foi a conclusão a que cheguei, porque nem eles querem ser mandados por estrangeiros. Mas não são apenas os rios a chorar, pois também chora a minha alma ao debruçar-se sobre o problema do futuro do meu país, que estão a vender aos lotes a quem der mais…!

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