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domingo, 15 de setembro de 2013

«ADESÃO À CONVENÇÃO DA ONU»

A Síria aderiu formalmente, na sexta-feira, à convenção da Organização das Nações Unidas, que proíbe o uso de armas químicas. O anúncio foi feito aos jornalistas pelo embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari. O diplomata disse que “o instrumento de acesso” foi entregue por ele ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Os chanceleres dos Estados Unidos e da Rússia iniciaram uma ronda de negociações para colocar as armas químicas sírias sob controlo internacional.

A adesão do país ao tratado internacional tornou-se possível após o presidente da Síria, Bashar al Assad ter assinado um decreto legislativo em Damasco. A convenção exige dos seus signatários a destruição de todas as armas químicas, mesmo que não existam. (!!!)

Assad negou que esteja a entregar as armas químicas devido à ameaça de intervenção militar dos Estados Unidos, mas sim pela proposta russa para a retirada dos armamentos e bombardeamentos previstos.

O Porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que o “secretário-geral recebe com satisfação este acontecimento e, como depositário da convenção, tem defendido” a adesão universal ao documento.

“Dados os recentes acontecimentos, ele espera que as negociações desenroladas em Genebra, levem a um rápido acordo, endossado e assistido pelça comunidade internacioonal”.

Antes disso, Haq tinha confirmado que a ONU havia recebido, e estava a traduzir os documentos da Síria para a adesão do país à convenção internacional contra o uso de armas químicas.

A adesão ocorreu no mesmo dia em que os chanceleres norte-americanos e russo iniciaram, em Genebra, uma ronda de negociações com o objectivo de evitar aos bombardeamentos e a colocação das armas químicas sob controlo internacional e evitar uma intervenção externa numa guerra civil que dura há dois anos e meio e já fez mais de cem mil mortos.

O secretário de Estado dos USA, John Kerry, rejeitou a sugestão de Assad para começar a entregar as informações sobre o seu arsenal de armas químicas um mês depois de assinar a convenção da ONU sobre o tema.

Numa entrevista colectiva em Genebra ao lado do Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, o representante americano observou que o designado “ditador sírio” comentou que o prazo de trinta dias seria padrão. Segundo ele, porém, “não existe qualquer padrão nesse processo”.

Kerry salientou que os Estados Unidos poderiam atacar a Síria se Assad não aceitasse o desmantelamento do seu arsenal de armas químicas. “Haverá consequências se isso não acontecer”, insistiu.  Lavrov, por sua vez, afirmou que o desmantelamento do arsenal “tornará desnecessário qualquer ataque à Síria”.

Os inspectores da ONU que investigaram as mortes por produtos químicos na Síria entregarão, amanhã mesmo, o relatório sobre a investigação do suposto ataque com gás na periferia de Damasco há semanas, isto segundo o MNE francês, Laurent Fabius.

 



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