Número total de visualizações de página

quarta-feira, 27 de março de 2013

«A EUROPA»

















Continente do hemisfério norte que ao longo da história tem exercido uma influência para além da sua dimensão geográfica. As suas civilizações antigas mais importantes desenvolveram-se ma região do Mediterrâneo. A civilização grega atingiu o seu zénite entre 500 a. C. e 300 a. C., à qual se sucedeu a de Roma.

O cristianismo tornou-se na religião oficial do Império Romano em finais do século IV, pouco tempo antes da parte ocidental do Império ser conquistada por invasores germânicos. A parte oriental continuou como o Império Bizantino.

Ao longo da Idade Média a Europa, fragmentada politicamente, foi sendo invadida e colonizada por mouros, viquingues, magiares, entre outros. Na Europa ocidental, o Império Carolíngio deu lugar ao Sacro Império Romano-Germãnico.

A Igreja Católica tornou-se numa força unificada por todo o continente. No século XIV, o Renascimento da arte, da literatura e da cultura clássicas expandiu-se da Itália para o resto da Europa. As tentativas para reformar a igreja no século XVI conduziram à Reforma e a um período de guerras políticas e religiosas.

A Europa pós-medieval foi marcada pelo aparecimento de estados-nações tais como Portugal, a França, Inglaterra, Holanda, Espanha e a Rússia, tendo todos eles construído vastos impérios fora da europa. A expansão imperial continuou durante o período das revoluções europeias, das quais a Revolução Francesa, com início em 1789, foi a mais significativa. A revolução foi seguida pelas Guerras Napoleónicas, até que o Congresso de Viena, em 1815, anunciou quase um século de paz relativa.

A revolução Industrial começou em Inglaterra em finais do século XVIII e rapidamente se expandiu pela maior parte da Europa. A unificação dos estados germãnicos numa nação poderosa, em 1870, alarmou algumas nações europeias. Em 1914, uma aliança da Inglaterra, da França e da Rússia enfrentou a Alemanha e o Império Áustro-Húngaro.

O assassinato do arquiduque austríaco Francisco Fernando, a 28 de Junho de 1914, foi a causa imediata para a Primeira Guerra Mundial, que conduziu ao fim da monarquia na Alemanha, na Austro-Hungria e na Rússia, e à criação de várias nações mais pequenas.

Na Rússia, os comunistas tomaram o poder com a revolução Russa de 1917 e criaram a União das repúblicas Socialistas Soviéticas.  Na Alemanha, os nazis conseguiram dominar uma nação estropiada pelas reparações de guerra e pela inflação desmedida.

Em 1939, rebentou a Segunda Guerra Mundial depois de o chanceler alemão Adolfo Hitler ter invadido os países vizinhos. As potências do Eixo – Alemanha, Itália e Japão – foram derrotadas pelas nações da europa Ocidental, aliadas com os EUA e a URSS. A Europa Ocidental viveu um crescimento económico no pós-guerra, acabando por fundar a Comunidade Económica Europeia, mais tarde União Europeia.

A União Europeia

Associação de Estados europeus, que tem como objectivo promover uma maior cooperação económica e política e a união monetária entre os seus membros e alcançar a união monetária em 1999.

As suas origens remontam ao desejo de reconciliação que se seguiu à Segunda Guerra Mundial. Em 1951, a França, República Federal da Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda formaram a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), para associar os seus recursos.

Seis anos mais tarde, assinaram o Tratado de Roma, que fundou a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atómica (Euratom). Em dez anos, a CEE tinha abolido as barreiras alfandegárias entre os Estados membros e criara fundos para ajudar os países mais pobres a melhorar a sua agricultura e a sua indústria.

Em 1967, a CEE, a Euratom e a CECA fundiram-se para dar lugar à Comunidade Europeia (CE). O princípio da união económica e monetária já tinha sido avançado em finais da década de 60 e em 1979 foi criado o Sistema Económico e Monetário (SEM), que visava uma futura união cambial.

À CE juntaram-se a Grã-Bretanha, a Irlanda e a Dinamarca em 1973, a Grécia em 1981, e Portugal e a Espanha em 1986.

Em 1992 os membros da CE assinaram o Tratado de Maastricht, que com duziu à crriação da União Europeia. Para além dos laços económicos e políticos, os países membros comprometiam-se a partilhar poolíticas externas e a cooperar em matéria de segurança, inclusive de justiça e de policiamento.

Em meados da década de 90, a União Europeia era já a maior potência comercial do mundo. As principais instituições são a Comissão Europeia, o corpo administrativo da União; o Conselho de Ministros, responsável pela tomada de decisões políticas; o Parlamento Europeu e o Tribunal de Justiça Europeu, cujas decisões se sobrepõem a qualquer lei nacional sobre o mesmo assunto.

Em 1994, as divergências em relação a muitos assuntos e as dúvidas quanto ao futuro levaram a Noruega a votar em referendo a favor da rejeição da oferta de um lugar na União.

A Áustria, Suécia e Finlândia entraram em 1995, elevando o número total de membros para 15. A União Europeia tem também acordos de associação com muitos outros países.

À Turquia, a Malta e ao Chipre foi prometida uma possível admissão à União após o cumprimento de certas condições.

As candidaturas da Polónia e da Hungria foram consideradas. A União concordou também em cooperar e negociar com muitos países da antiga União Soviética, assim como a Bulgária e a Roménia.

Em 1994 foram estabelecidos acordos de cooperação mais limitados, tanto com a Rússia como com a Ucrânia.

Moeda da comunidade

A União Económica e Monetária é a zona constituída pelos países da União Europeia que partilham a mesma política monetária e a mesma moeda, o euro. O euro é a nova moeda da UEM, que vem substituir a partir de 1 de Janeiro de 1999 as moedas nacionais dos países que vierema fazer parte dela.

Pode dizer-se que a UEM é um complemento natural do Mercado Único. A partir de Janeiro de 1999 a taxa  entre o euro e as diferentes divisas nacionais será uma taxa de conversão, porque é única (não existem taxas de compra e venda) e não é negociável, pois o seu valor é igual em todos os bancos.

Durante o período de transição, entre 1 de Janeiro de 1999 e 31 de dezembro de 2001, ninguém é obrigado a pagar em euros. A partir de 1 de Janeiro de 2002, inicia-se a retirada de circulação de notas e moedas dos países que aderiramao euro.

O Banco Central Europeu (BCE), criado a 30 de Junho de 1998, é a entidade que conduzirá a política monetária da UEM, enquanto os bancos centrais nacionais constituem com o BCE o Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC).

Nada de preocupações com o social e até em Portugal já se pensa em reformar o Estado, dando cada vez mais miséria às populações.




Sem comentários:

Enviar um comentário