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quinta-feira, 21 de março de 2013

FMI escusa-se a comentar buscas a Lagarde


O Fundo Monetário Internacional (FMI) escusou-se na quarta-feira a comentar as buscas ao domicílio parisiense da sua directora-geral, no âmbito de uma investigação relacionada com a atribuição de uma indemnização milionária ao empresário Bernard Tapie.

"Como já dissemos, não é apropriado comentar um caso que tem estado e está em curso na judicatura francesa", afirmou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, num curto comunicado.

Rice acrescentou que "antes da selecção do director-geral do Fundo, a direcção executiva discutiu o tema e exprimiu a sua confiança em que a senhora Christine Lagarde poderia realizar as funções do cargo".

A actual directora-geral do FMI, Christine Lagarde, de 57 anos, acedeu ao cargo em Julho de 2011, em substituição de Dominique Strauss-Kahn, que se demitiu depois de ter sido acusado por um delito de assédio sexual a uma empregada de hotel em Nova Iorque.

Ministra da Economia e Finanças de França entre 2007 e 2011, Christine Lagarde decidiu em 2007 recorrer a um tribunal arbitral para resolver um litígio entre o organismo público que geria o passivo do Crédit Lyonnais (CDR) e o empresário e antigo ministro Bernard Tapie.

Em Julho de 2008, o tribunal arbitral, que é uma jurisdição privada, condenou o CDR a indemnizar Tapie em 285 milhões de euros (400 milhões com juros).

A justiça francesa está a investigar se esta arbitragem lesou ilegalmente o Estado. 

No âmbito da investigação já foram feitas buscas às residências e escritórios do antigo secretário-geral da presidência Claude Guéant, de Bernard Tapie e do então chefe de gabinete de Christine Lagarde, Stéphane Richard.

Lusa/SOL

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