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quarta-feira, 20 de março de 2013

EUA lançam dois mil ratos tóxicos para combater praga de cobras

Missão na ilha de Guam terá lugar entre abril e maio

A força aérea dos EUA vai lançar nos bosques de Guam dois mil ratos infetados com uma substância mortal para evitar a expansão de cobras que têm destruído a fauna da ilha norte-americana no Pacífico, informou esta quarta-feira a EFE.

A missão na ilha de Guam terá lugar entre abril e maio e consiste no lançamento de ratos mortos aos quais foram anteriormente administrados em cada um deles 80 miligramas de paracetamol, mortal para as cobras castanhas arborícolas, que atingem até três metros de comprimento e cujas populações se tenta controlar.

Para evitar que outros animais também sejam envenenados, os ratos serão lançados «um a um» numa espécie de míni-paraquedas que ficam presos nas árvores onde as serpentes habitam, afirmou o biólogo da base militar dos EUA Jesse Guerrero, citado pela agência espanhola EFE.

Segundo os peritos, este réptil, proveniente na costa nordeste da Austrália e da ilha de Papua, é responsável pela extinção de nove das 12 espécies de aves autóctones de Guam e chegou ao país nos navios da Marinha dos Estados Unidos da América (EUA), durante a II Guerra Mundial.

Além das consequências para o ambiente, o Governo local está preocupado porque não consegue evitar que as cobras entrem em instalações elétricas e causem problemas de abastecimento de energia.

Segundo os especialistas, cerca de 2 milhões de cobras castanhas arborícolas habitam nos 541 quilómetros quadrados de Guam.

Na já denominada «ilha das cobras», a ausência de predadores naturais para este réptil e a abundância de alimentos têm levado ao incremento desta espécie, onde há entre 50 a 100 cobras castanhas arborícolas por hectare.

Alguns roedores, além de infetados com um veneno mortal que dura 72 horas, também vão usar um sistema de transmissão de rádio para acompanhar os movimentos das cobras antes da sua morte.

Os pesquisadores americanos que desenvolveram este teste em Guam pretendem medir o sucesso da missão nos próximos 14 meses e preparar novos projetos para combater o flagelo desta espécie de réptil, cujo veneno não é letal em humanos.

Daniel Vice, do departamento americano de agricultura e da vida selvagem para o Havai, Guam e Ilhas do Pacífico, afirmou ao jornal «Pacific Daily News» que os organizadores querem «ter a certeza» de que estão a fazer o procedimento correto.

A operação militar tem um orçamento de 1 milhão de dólares (cerca de 770 mil euros), financiados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e aprovado pela Agência de Proteção Ambiental norte-americana.

Em Guam, ex-colónia espanhola até 1898 localizada a sul das Ilhas Marianas, no oeste do Oceano Pacífico, vivem 160 mil pessoas com passaporte norte-americano, sendo um território associado não incorporado nos EUA.

A principal atividade económica da ilha é o turismo, tendo ainda importância para os EUA enquanto ponto estratégico militar na região.

=TVI24=

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