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quarta-feira, 20 de março de 2013

«NESTA BIOGRAFIA»



As elites governantes e a comunicação social, tanto na Venezuela como nos Estados Unidos, simplificam classificando Cávez como o herdeiro de Fidel Castro.

Frequentemente, apontando factos erróneos. A verdade é mais complexa e mais interessante.

O líder de uma das mais poderosas economias na América Latina está decidido a usar a riqueza do seu país em benefício da maioria pobre. O Chávez que emerge da narrativa de Jones não é nem um santo de pau carunchoso nem um tirano revolucionário.

É um mestra da política – três vezes democraticamente eleito para a presidência – um improvisador inspirado, um nacionalista bolivariano e um descarado socialista.

A sua política dê-lo  entrar em conflito com o Fundo Monetário Internacional, com o Banco Mundial, com as maiores companhias petrolíferas e com a Casa Branca de Bush.

Na altura em que foi às Nações Unidas, em Setembro de 2006, já era uma personagem importante no palco do mundo. Quando afirmou que “o diabo esteve aqui ontem… o presidente dos Estados Unidos”, ficou claro que, com razão ou sem ela, um só homem estava a desafiar a nação mais poderosa àface da terra, numa imitação consciente do Libertador, Simón Bolívar.

«A primeira biografia de Hugo Chávez é um empreendimento magistral que finalmente coloca esta crucial figura latino-americana da actualidade no contexto internacional.

Bart Jones conseguiu captar o pormenor e o anedótico, retratando um líder colorido em tempos de crise, que ascendeu de uma baixa patente militar ao zénite do poder nacional, quando a Venezuela e o seu povo – e o próprio Chávez –começaram a tomar conta das enormes reservas petrolíferas do país e a ganhar importância no palco mundial.

Um trabalho notável para a nossa época – há grandes probabilidades de que Chávez, num futuro próximo, venha a ter uma ampla e significativa influência política no mundo Ocidental, e precisamos de compreender esta complicada figura como nos é revelada pelos acontecimentos.

AMY WILENTZ, autor de Martyrs’ Crossing

(Tudo isto foi escrito antes da morte de Hugo Chávez que, apesar de tudo,  não deixa de ser suspeita, mas que só dentro de muitos anos a história poderá revelar a um mundo que ainda e só obedece à lei do mais forte e poderoso!)

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