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quarta-feira, 27 de março de 2013

Zona Euro recua: Chipre «não é modelo» para futuros resgates


Bruxelas corrige declarações do presidente do Eurogrupo. Governos europeus acordam documento comum para explicar que medidas adaptadas em Chipre não são regra

Os representantes de vários ministros das Finanças da zona euro chegaram a um consenso: depois de muitas notícias e controvérsia em torno do resgate a Chipre decidiram subscrever um documento comum onde explicam que o envolvimento dos depositantes no resgate a ilha não será um exemplo para futuros «bailouts». Isto apesar das indicações proferidas recentemente pelo presidente do Eurogrupo.

Portas: «Chipre é uma história única»

Por isso, ainda ontem acordaram que o documento servirá como base de orientação dar para explicações públicas, no que respeita a medidas decididas para a ilha de Chipre.

«O programa cipriota não é um modelo, as decisões são feitas à medida da situação muito excecional do Chipre», pode ler-se no documento, citado pela Bloomberg. 
 
O precedente foi aberto esta semana pelo 
líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que chefiou as negociações com o governo cipriota e causou polémica quando revelou que a solução usada em Chipre é a correta e que seria o modelo a seguir noutros casos de bancarrota bancária. Em Chipre, os depósitos acima de 100 mil euros nos dois principais bancos vão suportar perdas até 40%.

Jeroen Dijsselbloem deu ainda a entender que não devem ser os contribuintes a suportar os custos, através dos Estados, como até aqui. 
Também a chanceler alemã afirmou que esta seria a solução correta em caso de bancarrota num banco: serem os acionistas, obrigacionistas e depositantes a suportarem os custos e não os Estados.

As declarações do Presidente do Eurogrupo foram, no entanto, mal recebidas nos mercados, o que levou Dijsselbloem a emitir um curto comunicado, esclarecendo que o caso de Chipre é único e que na Zona Euro não existem modelos definidos. 

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=TVI24=

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