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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Berlusconi pede sacrifícios a todos os partidos para se governar Itália


O líder da coligação de centro-direita e ex-primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, pediu hoje sacrifícios aos partidos para que se consiga governar o país depois de as eleições gerais terem terminado sem maioria no Senado.

Pelo bem de Itália, todos têm de fazer sacrifícios. Não creio que Itália  não seja governável", disse Berlusconi durante uma intervenção telefónica  num programa da televisão "Canale5". 
Para o ex-primeiro-ministro a solução não passa por repetir as eleições.
Também o presidente do parlamento europeu, Martin Schulz, apelou ao  diálogo das forças políticas em Itália perante o empate técnico no Senado.
"Se não for esse o caso, existe seguramente a ameaça de uma nova fase  de insegurança como a que acabámos de superar  1/8na zona Euro 3/8", disse Schulz  em declarações à emissora pública alemã da rádio Deutschlandfunk. 
O presidente do Parlamento europeu não escondeu a surpresa com o resultado  das eleições em Itália, que considerou "difícil de interpretar", mas reconheceu  que a vitória da aliança de centro esquerda na câmara baixa demonstra o  ceticismo do eleitorado com as medidas de cortes unilaterais. 
Ainda assim, qualificou de "fenomenal" a forma como o ex-primeiro-ministro  Silvio Berlusconi foi capaz de se reinventar e fazer campanha como se nunca  tivesse governado Itália. 
Antes das eleições, Schulz, que é membro da social-democracia alemã,  apelara ao eleitorado italiano que votasse com a força da razão e rejeitasse  Berlusconi, que acusou de ser culpado pela crise económica de Itália. 
A coligação de centro-direita de Berlusconi, formada pelo partido Povo  da Liberdade, a Liga Norte e outras formações de direita, obteve 30,72%  dos votos para o senado, o que representa 117 senadores, enquanto o centro-esquerda  reuniu 31,6%, o que equivale a 120 senadores. 
O Movimento Cinco Estrelas do ator e comediante Beppe Grilo conseguiu  23,72% dos votos, convertendo-se na terceira força mais votada do país.
Já o antigo presidente do Governo e tecnocrata Mario Monti e a sua coligação  centrista composta pelo Futuro e Liberdade (FLI) e União dos Democratas-Cristãos  e Democratas de Centro (UDC) obteve apenas 9,13% dos votos. 
O resultado do Senado é considerado chave no peculiar sistema eleitoral  italiano, que atribui o prémio da maioria à coligação vencedora região a  região, com territórios como o da Lombardia (norte), onde o centro-direita  vai buscar votos, a responder por quase cinquenta senadores. 
=SICNotícias=

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