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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Papéis secretos que implicam Mariano Rajoy são verdadeiros















Relatório afasta a hipótese de manipulação ou de montagem dos papéis secretos de Luis Bárcenas, o ex-tesoureiro do Partido Popular espanhol.

Um relatório pericial conclui que as 14 páginas manuscritas da contabilidade de Luís Bárcenas, o ex-tesoureiro do Partido Popular (PP) espanhol, são "fidedignas".

Segundo o jornal "El País", a análise da caligrafia vem confirmar que o autor dos documentos é mesmo Luís Bárcenas, sendo que os textos correspondem a um período de 18 anos, entre 1990 e 2008, demonstrando alegados pagamentos aos principais dirigentes do partido, que incluem Mariano Rajoy. 

"Os elementos idiossincrásicos dos textos das catorze fotocópias correspondem tanto a nível qualitativo, como quantitativo, aos documentos relatados", afirma María del Rosário Bartolomé, perita em caligrafia.

Os manuscritos contêm as informações das entradas de donativos de empresas, que na maior parte das vezes ultrapassaram o limite previsto na Lei de Financiamento dos Partidos Políticos, e a saída de dinheiro para gastos internos do funcionamento do PP.

O partido de Mariano Rajoy solicitou um relatório caligráfico independente, depois de alguns dos seus dirigentes acusarem os documentos de serem uma manipulação de alguém que o tenha escrito de uma só vez, com vista a assombrar a contabilidade do PP.

Oposição insiste na demissão de Rajoy 

O ex-tesoureiro do PP espanhol tinha negado a autoria dos documentos, sublinhando estar disponível para apresentar qualquer prova caligráfica. "O caderno não existe. Nem existiu. E não é a minha letra", garantiu Bárcenas.

Também a secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, acusou os documentos de serem falsificados, enquanto o primeiro-ministro espanhol reiterou inocência.

O líder socialista espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, voltou hoje a pedir a demissão de Mariano Rajoy, criticando a atuação do primeiro-ministro no caso Bárcenas. "Demita-se, pois é o melhor para Espanha e para os espanhóis. Deixe o cargo, porque não pode resolver a crise política que tem criado", declarou no Parlamento.

"No caso Bárcenas o primeiro-ministro não atua, porque não tem autonomia para o fazer", concluiu.

Expresso


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