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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O modelo de controle mental usado pela mídia



Vou voltar a um assunto muito importante: o modelo de controle mental usado pela grande mídia para sobreviver controlando sua mente.
Vamos dar uma voltinha no tempo. Durante algum tempo, na Europa feudal, foi direito do senhor feudal desvirginar suas súditas recém-casadas. Isto mesmo, a mocinha casava e ia “para cama” com o senhor feudal enquanto seu marido ficava aguardando. O senhor feudal escolhia as que ele queria e desprezava as que ele não desejava. Você pensa que as famílias ficavam com raiva do senhor feudal? Não, para elas era um orgulho ter a filha escolhida para ser desvirginada por esta pessoa ilustre. O controle da mente sempre implica a concordância com as práticas de interesse dos mais poderosos.
Quando observamos o passado é que entendemos o que acontece no presente. Ontem e hoje, quem detém o poder tenta conquistar a concordância de quem é espoliado.
Na era moderna, a televisão e as redes sociais têm a função de criar as condições para a concordância. Ela parte de três princípios: negativização, ridicularização e punição.
1. Negativização: a mente sadia e carregada energeticamente torna-se autônoma, criativa e lutadora. Para dominá-la, esta mente tem de ser desvitalizada, cansada, desiludida e desviada para assuntos que gerem pouca satisfação. O primeiro passo é a negativização, encher a mente destas pessoas com informações insignificantes negativas. Vale tudo: um barco que vira em outro continente, uma árvore que cai, qualquer acidente que acontece etc. É importante ampliar qualquer problema: há alguns anos surgiu a gripe suína e previu-se dezenas de milhões de infectados. Nada disso aconteceu. Logo este problema foi substituído por outro, depois por outro e assim por diante. A mensagem que deve ser passada é que tudo é imperfeito, inseguro, perigoso etc. Para disfarçar, algumas mensagens “positivas” são mescladas. A mente negativada cansa e fica alienada. A mente negativada fica compulsivamente procurando fora dela novidades e “soluções” para resolver “seus problemas”.
2. Ridicularização: quem estuda é nerd bobão, os professores são idiotas, o policial correto não consegue combater o crime, quem compra a roupa da moda é poderosa (quem não compra é bobo) etc. O mesmo acontece quando o dinheiro público é investido em programas sociais.
Vou usar o exemplo do Bolsa Família. Os beneficiários do programa estudam mais,trabalham mais, tem menos filhos e vivem melhor. Mesmo assim é motivo de chacota. Uma das chacotas é esta abaixo.
A verdade: o programa Bolsa Família custa aproximadamente R$15 bilhões por ano. Os benefícios fiscais para grandes empresas e grandes fortunas custam mais de dez vezes esse valor. São regras e mais regras gerando estes benefícios – para quem não precisa – que a mídia jamais divulga. Uma delas: o grande empresário pega seu helicóptero e vai para uma festa. A classe média paga parte do gasto com combustível, piloto etc. Você já viu alguém reclamando disto na internet?
A situação é simples: a mente negativa tem de ter algo para reclamar e brigar contra. A mídia foca e persiste em assuntos para gerar a concordância. Com a mente cansada e desvitalizada, o cidadão reclama e conversa sobre o que a mídia foca e concorda com quase tudo.
3. Punição: a punição acontece de várias formas. Quase sempre ela está implícita nos valores ideológicos divulgados pela sociedade. Era motivo de orgulho ser escolhida pelo senhor feudal para ser desvirginada. Quando o marido desvirginava a esposa era motivo de vergonha, pois ela havia sido desprezada. Esta ideologia fazia com que a própria família ficasse dependente emocional do senhor feudal. A forma mais comum de punição acontece quando as pessoas criam dependência emocional de algo. Recentemente uma revista fez uma reportagem sobre o bairro mais violento de São Paulo. Uma mulher pobre disse que não usava o Orkut porque era coisa de pobre. Ela tinha conta no Facebook, porque era coisa de rico. Ela tem vergonha dela mesma, esta vergonha e insatisfação consigo é uma das facetas da dependência emocional de tudo o que é externo a si mesmo.
Urgente: desligue a televisão, esvazie a mente, ame mais, faça carinho e amor, pratique a caridade e cultue a amizade. Priorize quem você ama, perdoe e tenha paciência. Liberte sua mente, para que você não seja mais um dependente emocional.

T. M.

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