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quinta-feira, 7 de março de 2013

Ex-diretor da CIA formou esquadrões da morte no Iraque


O general David Petraeus é agora acusado de formar centros de detenção para sunitas, onde estes eram torturados por esquadrões da morte xiitas, o que acelerou a guerra civil no Iraque.
David Petraeus ao lado de Barack Obama, na altura apenas candidato presidencial, numa foto de arquivo recolhida em 2008 nos céus de Bagdade, onde o general norte-americano respondia pela formação do futuro exército iraquiano
SSG Lorie Jewell/US Army/Reuters



O general David Petraeus, que há seis meses se demitiu de chefe da CIA por causa de um escândalo sexual, é agora denunciado, numa investigação do jornal britânico "The Guardian", de ser o responsável máximo por atos de tortura no Iraque contra a minoria sunita rebelde em 2004.    

Os centros de detenção no Iraque para rebeldes sunitas, minoria religiosa de que era oriundo Saddam Hussein, foram ajudados a formar por um enviado do Pentágono para o Iraque em 2004, o coronel James Steel, antigo veterano da guerra suja na América Central.

Steel foi nomeado durante a presidência de George W. Bush pelo próprio secretário da Defesa Donald Rumsfeld, mas respondia diretamente a David Petraeus, responsável em Bagdade pela formação do futuro exército iraquiano. James H Coffman, coronel norte-americano, é outro veterano envolvido, que dependia de Petraeus.   

Os centros de detenção foram formados por esquadrões  da morte xiitas, recrutados nas Brigadas Badr, tendo acelerado, segundo a investigação do "The Guardian", a guerra civil entre sunitas e xiitas que fez até hoje milhares de mortos no Iraque.

Em novembro, David Petraeus foi obrigado a demitir-se da CIA por causa de uma relação extraconjugal perigosa com Paula Broadwell. Esta terá tentado aceder ao correio eletrónico de Petraeus para obter informações secretas, tendo sido desmascarada pelo FBI.

=Expresso=



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