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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Assange desafia EUA a divulgarem documentos secretos sobre ataques de aviões não tripulados


O fundador do portal WikiLeaks,  Julian Assange, desafiou as autoridades dos EUA a divulgarem documentos  secretos sobre os ataques de aviões não tripulados, defendendo que o poder  para matar cidadãos mostra um "colapso" no sistema norte-americano. 
Assange aproveitou uma rara aparição na televisão norte-americana para  condenar a controversa 'luz verde' dada pelo Presidente, Barack Obama, aos  ataques de 'drones' contra cidadãos norte-americanos no estrangeiro suspeitos  de atividades terroristas. 

"Não consigo ver maior colapso do que quando o executivo pode matar  os seus próprios cidadãos arbitrariamente, à vontade, em segredo, sem que  qualquer tomada de decisão seja tornada pública", declarou Julian Assange  durante o 'talk show' "Real Time with Bill Maher", transmitido pelo canal  HBO. 

"É por isso que precisamos de organizações como o WikiLeaks. Encorajo  todas as pessoas na Casa Branca com acesso a estas regras e procedimentos  a trazer até nós (essa informação). Nós iremos manter (a sua identidade) em segredo e revelar  (informações) ao público", apontou. 

Julian Assange interveio no programa de Bill Maher, um apoiante do portal  WikiLeaks, através de uma ligação vídeo a partir da embaixada do Equador  em Londres, onde se encontra desde 19 de junho, depois de ter visto serem-lhe  indeferidos os recursos que interpôs no Reino Unido para evitar a extradição  para a Suécia. 

O fundador do WikiLeaks foi detido a 7 de dezembro de 2010, em Londres,  a pedido das autoridades suecas, que pretendem interrogá-lo por alegados  crimes sexuais que este nega ter cometido, numa operação que ocorreu dias  depois de o seu portal ter difundido milhares de telegramas diplomáticos  norte-americanos confidenciais. 

  Lusa

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