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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

«MESOPOTÂMIA: O NASCIMENTO DE UMA CIVILIZAÇÃO»


A mesopotâmia abrange o actual território do Iraque, o Norte da Síria e o Sudeste da Turquia. Foi aí que surgiram os primeiros progressos no campo da agricultura, da invenção da escrita, das comunidades urbanas e da burocracia.

Entra 10 000 a. C. e 6 000 a. C., no Crescente Fértil – as orlas das montanhas ao norte e a nordeste da Mesopotãmia – as ovelhas, cabras e porcos passaram a ser animais domésticos e desenvolveu-se a cultura dos cereais, como o trigo e a cevada.

Comunidades que até então tinham sobrevivido através da caça e recolha de produtos comestíveis começaram agora a adoptar uma vida mais sedentária.

A introdução da agricultura no Sul da Mesopotâmia trouxe resultados espectaculares. Nesta região árida era necessária a existência de uma vasta rede de canais e valas que permitisse a irrigação do solo fértil, formado pelos depósitos resultantes da inundação anual dos rios Tigre e Eufrates. Logo que a irrigação foi aplicada à agricultura, entre 6000 a. C. e 5000 a. C., o aumento da produção e consequente acumulação de excedentes passou a ser suficiente para sustentar a crescente população das primeiras cidades.

A Mesoptâmia desenvolveu-se também através do comércio e tornou-se o lar de três importantes civilizações: Os Sumérios e os Babilónios, a sul, e os Assírios, a norte. A arqueologia conseguiu pôr a descoberto palácios monumentais, templos, zigurates e muralhas defensivas em muitas cidades, como, por exemplo, Babilónia, Ur, Assur, Nínive e Nimrud. Obras de arte espantosas incluem lajes de pedra trabalhada que eram usadas para decorar os palácios reais dos monarcas neo-assírios e representavam cenas de guerra, de caça e dos seus opulentos banquetes.

Pensa-se que foi na Mesopotãmia que se inventou a escrita. À medida que se tornava mais complexa a burocracia nas cidades, compreendeu-se que os cálculos por meio de marcas no barro eram pouco precisos.

As primeiras placas escritas datam de 3000 a. C. e eram pictogramas em que cada sinal era o desenho de um objecto, tal como uma ovelha ou um chocalho. Não demorou muito tempo para que os sinais fossem inscritos de forma mais sistemática com a ajuda da ponta de um estilete de junco  em forma de cunha, assim nascendo a escrita cuneiforme.

Os sinais passaram a representar a língua e os objectos. A língua mais antiga passada a escrito foi a dos Sumérios, tendo sido substituída pela dos Arcádios como língua falada à volta de 2000 a. C., embora ambas coexistissem durante mais dois milénios.

Os escribas da Mesopotãmia escreviam em placas de barro. Sobreviveram milhares de placas com escrita cuneiforme que cont~em desde contas, contratos, caras e exercícios escolares até listas de monarcas e tratados, bem como obras literárias, como a Epopeia de Gilgamesh, que inclui uma versão da história do dilúvio que conhecemos da Bíblia.

Também eram escritos na pedra textos importantes, como o Código de Hamurábi, rei da babilónia (1792-50 a. C.), que proclamava ter estabelecido a justiça para “que os fortes não pudessem oprimir os fracos”.

Alguns dos mais importantes feitos da cultura da Mesopotâmia, como o enorme desenvolvimento da astronomia e da matemática, chegaram ao mundo ocidental através dos gregos da Antiguidade, que dominaram a região no final do 1º milénio antes de Cristo.

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