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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Obama corta 5% no seu salário em solidariedade com os funcionários públicos


Com a redução salarial, o Presidente procura acompanhar o corte automático na despesa de alguns serviços públicos.
O corte proposto por Obama tem efeito retroactivo a 1 de Março 

O Presidente norte-americano, Barack Obama, vai devolver 5% do seu salário ao Estado, num gesto de solidariedade para com os funcionários que são directamente visados pelos cortes automáticos na despesa pública, anunciou ao The New York Times um funcionário da Casa Branca na quarta-feira.
A decisão tem efeito retroactivo a 1 de Março, altura em que foram accionados cortes no valor de 85 mil milhões de dólares (66.261 milhões de euros, ao câmbio actual) até Setembro, num episódio que ficou conhecido como o “sequestro”, por falta de entendimento para um acordo orçamental entre democratas e republicanos.
Obama recebe um salário anual bruto de 400 mil dólares (311 mil euros), o que significa que o corte de 5% corresponde a 20 mil dólares (15.590 euros). Segundo a Reuters, a redução é idêntica ao corte nos serviços públicos que estão fora da alçada do Departamento de Defesa.
“O Presidente decidiu que, para partilhar os sacrifícios feitos pelos funcionários públicos do Governo federal afectado pelo sequestro, irá devolver uma parte do seu salário ao Tesouro”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, cita a mesma agência.
O corte voluntário do Presidente norte-americano é conhecido depois de o secretário de Defesa, Chuck Hagel, anunciar a intenção de devolver parte do salário ao Estado, num montante equivalente a 14 dias de trabalho.
Os cortes automáticos que entraram em vigor a 1 de Março resultam de um acordo, alcançado entre a Casa Branca e a oposição republicana em 2011, que permitiu o aumento do tecto da dívida pública.
Como contrapartida, as partes acordaram um plano de redução da despesa com uma cláusula que accionaria, ao fim de algum tempo, cortes automáticos se as partes não chegassem acordo. Foi o que aconteceu, entrando em vigor medidas automáticas de redução da despesa que o Governo prevê que tenham um impacto negativo no PIB de 0,6 pontos percentuais.
=Público=

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